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Treinamento em Altitude x Ozonioterapia x Aumento Desempenho Aeróbico no Atleta – Set/16

Pela menor disponibilidade de oxigenio, a intensidade do exercício é reduzida na altitude, e as adaptações geradas por essa exposição são os principais fatores a serem avaliados quando há programada uma competição em altitude elevada. Uma permanencia adequada na altitude desenvolve uma série de alterações fisiológicas, que visam um melhor transporte de oxigenio. Buscando aprimorar a entrega de oxigenio aos tecidos, muitos atletas de ponta usam do treinamento na altitude para aperfeiçoarem a preparação física e melhorarem o desempenho ao nível do mar. O tempo de exposição e o nível de altitude são os principais fatores que podem levar a um desempenho otimizado, ou a prejuízos para a saúde do atleta. As alterações fisiológicas, como consequencia da hipóxia, ocorrem nos primeiros momentos de exposição à altitude. Essas adaptações são fundamentais para o fornecimento de oxigenio aos tecidos, seguidas por adaptações cronicas que podem levar meses. Esse processo de adaptação recebe o nome de ACLIMATAÇÃO À ALTITUDE. O tempo ideal necessário para a aclimatação, numa média geral, fica em torno de 15 dias para uma altitude de 2.500 m, a partir daí, cada aumento de 610 m necessita de uma semana adicional para uma aclimatação plena. As adaptações produzidas pela aclimatação dissipam-se em cerca de 20 dias após retorno ao nível do mar.

EFEITOS DA ACLIMATAÇĀO

- A NORADRENALINA tem seus níveis plasmáticos semelhante aos observados ao nível do mar em exposição aguda à altitude, atingindo seus níveis máximos após 4-6 dias de exposição a uma grande altitude. Entre seus principais efeitos está a constrição aumentada das arteríolas e venulas, resultando em AUMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL.
- A HEMOGLOBINA mostra-se com a afinidade reduzida pelo oxigenio quando os níveis de 2,3-disfosfoglicerato (2,3-DPG) estão altos. O 2,3-DPG é formado a partir da degradação da glicose e aumentam em condições de hipóxia prolongada, como a permanencia na altitude. É uma adaptação à diminuição na oferta de oxigenio, que visa compensar essa disponibilidade diminuída com um AUMENTO DA LIBERAÇÃO DE O2 PELA HEMOGLOBINA.
- AUMENTO NA PRODUÇÃO DE ERITROPOETINA pelos rins, em resposta a uma hipóxia arterial. Com a síntese de eritropoetina elevada, aumenta a produção de hemácias, e consequentemente o número de hemoglobina disponível, melhorando a capacidade de ligação do oxigenio. Posteriormente à produção de hemácias, o número de moléculas de hemoglobina por hemácia também é aumentado, portanto, ocorre um aumento no número e no tamanho das hemácias, e com isto, um AUMENTO DA VISCOSIDADE DO SANGUE, o que torna o TRABALHO CARDÍACO MAIOR.
- Após 22 horas por dia de exposição, durante 4 semanas de permanencia numa altitude de 2.500 metros, corredores treinados exibiram aumento significativo de 5% no volume de hemácias, 9% na concentração de hemoglobina e uma MELHORA DE 4% NO VO2MAX avaliado em esteira.
- AUMENTO DA FUNÇĀO MITOCONDRIAL com aumento na produçāo de ATP/mol de oxigenio, além da diminuição do custo de ATP para a contração muscular.

E quanto a OZONIOTERAPIA ? Quais são suas vantagens sobre o treinamento em altitude? Há efeitos adversos como encontrados nesse tipo de treinamento? Assunto para nosso próximo post.

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