Dissensibilização Espinhal

 

O que é a Sensibilizaçāo Espinhal?

A Sensibilização Espinhal ou Memória de Dor pode ser definida como um estado de hiperatividade do sistema nervoso central (inclusive amplificação e memorização da dor) no nível de medula espinhal, provocado por estímulos de dor intensos e prolongados, como ocorre inúmeras vezes em lesões ortopédicas com mais de tres meses de duração e no período pós operatório ortopédico.

Como consequencia destes impulsos elétricos repetitivos, há uma facilitação da transmissão celular no nível de neuronios medulares, cujas membranas se tornam cada vez mais susceptíveis a estímulos que trafegam da área de lesão até a medula. Manifesta-se basicamente por aumento da dor espontanea, redução do limiar de dor (tolerancia a dor) e aumento da área de abrangencia da dor, incluindo a sensação de dor mesmo para estímulos que não desencadeariam dor, como são os de pressão e tato.

Exemplo comum é a dor persistente na área de joelho e perna que perdura após uma cirurgia de substituição da articulação com artrose por uma prótese, onde o paciente mantem o mesmo nível de dor apesar da área comprometida já ter sido tratada; ou ainda uma dor que persiste nos membros superiores apesar de uma hérnia cervical já ter sido sanada.

Para o tratamento da sensibilização espinhal, ou seja, para o fim dessa memória de dor, são realizados bloqueios seriados no nível da musculatura cervical, torácica ou lombosacra, com objetivo de diminuir a hiperatividade com que a medula recebe estímulos elétricos, o que chamamos de Bloqueio de Fischer.

Trata-se de uma abordagem ainda desconhecida pela grande maioria dos profissionais e, que é capaz de dar conforto a inúmeros pacientes mal avaliados e conduzidos, que queixam dor cronica.