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Suplementaçāo de Omega 3 em Transtorno Bipolar – Mar/17

Um estudo de autópsia de cérebro de pessoas com Transtorno Bipolar revelou déficit significativo de DHA (substancia presente no Omega 3) nas membranas celulares do cérebro, com elevações concomitantes de produtos inflamatórios que teriam sido suprimidos por níveis normais de Omega 3. Outro estudo relacionou doses elevadas de suplementaçāo de Omega 3 em pacientes com Transtorno Bipolar com períodos significativamente mais longos de remissão comparado ao grupo placebo, sendo o tratamento bem tolerado.
Em geral, suplementaçāo de Omega 3 parece ter mais sucesso nas fases de depressāo do Transtorno Bipolar do que as fases maníacas, uma característica que compartilham com muitos medicamentos, apesar de vários estudos apontarem também um benéfico na redução da frequencia de episódios maníacos. Um exemplo dramático é um estudo de 2009 de crianças com Transtorno Bipolar, em que ambos sintomas maníacos depressivos foram significativamente atenuados pelo uso combinado de DHA (1.560 mg/dia) e EPA (360 mg/dia) durante seis semanas, de acordo com avaliações clinicas e dos pais.
Porém nem todo Omega 3 é igual “nutricionalmente” falando. O “bom” Omega 3 é o que contém ácidos graxos de cadeia longa, o qual é proveniente de peixes de águas profundas (salmão, atum, bacalhau, albacora, caçāo). Os menos adequados, ou seja, que podem oferecer poucos benefícios para a saúde, são os ácidos graxos de cadeia curta, presentes nos óleos de soja, de girassol, de milho, e em vegetais verde escuros. Lembrando que apesar da alimentação poder fornecer doses dietéticas de Omega 3, terapeuticamente falando, todos os trabalhos que relacionam melhora clinica do Transtorno Bipolar com suplementaçāo de Omega 3, sugerem o uso de doses extremamente elevadas de EPA e DHA, estas não alcançadas apenas com uma dieta balanceada rica em Omega 3.
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