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Cefaléia Cronica, Enxaqueca e Toxina Botulínica – Mai/15

De acordo com os dados da Organizaçāo Mundial de Saúde (OMS), a Cefaléia representa um dos motivos mais frequentes de consultas médicas, constando-se a Migranea (Enxaqueca) entre as vinte doenças mais incapacitantes. Essa modalidade de Cefaléia apresenta prevalencia anual entre 3% e 24,6% da população mundial, e um trabalho recente refere que a prevalencia pode chegar até 27,5%, sendo mais comumente encontrada no sexo feminino.
Aproximadamente 50% das pessoas com Cefaléia se automedicam e um problema frequente é o uso excessivo de medicamentos sintomáticos, que por se só é responsável por aproximadamente 1,4% das Cefaléias na população geral, e em centros especializados essa porcentagem aumenta para 30 a 50%.
O objetivo do tratamento é reduzir a frequencia e a intensidade das crises e melhorar sua resposta ao tratamento agudo, diminuindo seu impacto na qualidade de vida do paciente. Porém o ideal nessa abordagem é estabelecer uma possível relação causal tratável, como são o hipotireoidismo Subclínico, o aumento da permeabilidade intestinal, dentre outras causas (ilustradas em posts anteriormente divulgados).
Uma abordagem que vem sendo estudada e praticada com resultados bastante promissores é o bloqueio com toxina botulínica tipo A, na profilaxia e tratamento de pacientes não responsivos a tratamentos convencionais, como o é o uso de medicaçāo sintomática. O bloqueio com toxina botulínica reduz o número de dias com cefaléia e com migranea (enxaqueca), a intensidade e o número de horas de dor e, diminui o consumo de medicamentos analgésicos. Cada sessão deve ser repetida apôs 12 semanas ate a resposta satisfatória, por no mínimo 2-3 ciclos.
A utilização da toxina botulínica é hoje aceita como tratamento profilático de primeira linha em pacientes com Migranea Cronica (Enxaqueca) ou como de sunga linha naquelas indivíduos farmacoresistentes.

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