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Atividade Física e Incremento Mitocondrial – Abr/16

Que o exercício físico é uma ferramenta essencial no manejo das doenças cronicas não transmissíveis colaborando no gerenciamento do peso, otimizando a força muscular e colaborando para o aumento da massa óssea, isso todos já estāo cansados de ouvir (apesar do grande número de pessoas que negligenciam este saber). O que os novos trabalhos COMPROVAM é que, além dos benefícios cardiovasculares e à saúde física, o exercício aumenta nosso nível de produção energética (ATP) cerebral, influenciando em nosso humor e funçāo cognitiva.

Um artigo de revisão publicado em 2011 na Applied Physiology, Nutrition and Metabolism aponta que o exercício induziu alterações no conteúdo de uma enzima mitocondrial assim como de sua atividade, aumentando a geração de energia/ATP, com consequente ação no tratamento e prevenção de doenças cronicas. Além de afetar o músculo esquelético e tecido adiposo, os pesquisadores constataram que o exercício induz alterações mitocondriais que também podem beneficiar o seu fígado, cérebro e rins. As mitocondrias são a “usina” de suas células, gerando energia e impulsionando todas as funções metabólicas.
De acordo com a pesquisa publicada em 2012 no American Journal of Physiology, a melhor maneira de manter-se saudável e “jovem” seria a prática regular de exercícios físicos associada a uma dieta restritiva calórica (com 30% menos calorias comparativamente ao padrāo ocidental de alimentação). O treinamento físico de no mínimo 150 minutos por semana, de intensidade resistida e frequencia cardíaca ideal para idade, desencadeia biogenese mitocondrial, um processo que deveríamos estimular para compensar o seu declínio progressivo no envelhecimento.

O avanço da idade está relacionado a redução da “massa total” mitocondrial, sendo este processo diretamente ligado à grande debilidade física, metabólica e cognitiva presente na maioria dos senescentes. Além dos benefícios já exaustivamente estudados, o exercício comprovadamente induziu a replicaçāo mitocondrial no cérebro, com potenciais benefícios na reserva cognitiva e nos transtornos psiquiátricos.

A prática de exercícios moderados pode otimizar a função cognitiva no idoso ajudando a reparar os danos cerebrais (plasticidade cerebral) após um acidente vascular cerebral – AVC e no Parkinson, por exemplo.

Segundo Neil Resnick, MD, chefe da divisão de Fisiatria e diretor associado da Universidade de Pittsburgh Institute on Aging, apenas 15 minutos diários de atividade física moderada aumenta em 3 anos a expectativa de vida. Segundo o mesmo autor, ninguém precisa ser necessariamente um atleta para alcançar esses benefícios, mas apenas caminhar 30 minutos por dia, cinco dias por semana e, se isso ocorrer em ritmo mais acelerado, acima de 6 km /h, poderemos otimizar a biogenese mitocondrial e consequentemente manter a “bateria” de nossas células sempre funcionantes.

Um domingo cheio de “energia” e vamos “malhar” nossas mitocondrias!

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