Emagrecimento e Síndrome Metabólica

O emagrecimento talvez esteja dentro da prática Ortomolecular como um dos propósitos que demanda maior atenção, seja da parte do médico e nutricionista, seja pelo empenho do paciente, já que exige uma abordagem multifatorial sistemica, não apenas objetivando a perda de medidas (gordura), mas também por corrigir uma série de situações muitas vezes negligenciada pelos inúmeros tratamentos convencionais propostos pelos profissionais da área.

Nenhum tratamento que proponha perda de medidas e combate ao “efeito sanfona” terá sucesso se, além do controle da dieta e da prática de atividade física, não forem abordadas as seguintes situações:
1. A verificação da capacidade geral de detoxificação (eliminação das toxinas) do paciente, já que a gordura branca de depósito é fonte de toxinas diversas que devem ser eliminadas, uma vez “derretida” a mesma;
2. A eliminação dos “vícios” da dieta, que muitas vezes levam ao paciente a abandonar qualquer esquema terapeutico sugerido;
3. A garantia de produção satisfatória de energia pelas células (mitocondrias), cuja carencia se relacionada à principal causa pelo acúmulo involuntário de gordura corporal excessiva.
4. A identificação de deficiencias hormonais que, quando presentes, sejam corrigidas e possibilitem um metabolismo adequado para o paciente;
A Síndrome Metabólica por sua vez, ou a também chamada Síndrome “X”, se refere ao conjunto de sinais e sintomas decorrentes da ação de hormonios e de outras substancias quimicamente ativas (particularmente dos estrógenos em excesso e de outras toxinas inflamatórias) produzidas pela gordura acumulada em nosso organismo, especialmente a gordura que está dentro do abdomen, conhecida como gordura visceral.
Recentemente a Revista Veja de 07 de setembro de 2011 publicou uma matéria com o título “DIMINUA A BARRIGA E PREVINA O CANCER”; esta frase, apesar de grande impacto, na verdade não é uma novidade, pois há anos a comunidade científica vem alertando para o problema de que a gordura visceral pode produzir uma série de substancias inflamatórias que levam ao aumento não somente do risco de cancer, mas de doenças cardiovasculares, do diabetes, de doenças degenerativas cerebrais, e da diminuição da longevidade e qualidade de vida do indivíduo.
A própria Organização Mundial da Saúde adverte que diminuir a barriga pode aumentar a longevidade!